Beba com responsabilidade e se beber não dirija.

sábado, 31 de dezembro de 2011

49- 1ª BRASSAGEM - AMERICAN PALE ALE

Caros leitores do Blog Cervejas Especiais é com extrema felicidade que posto a última matéria do ano de 2011 falando sobre a minha primeira produção própria de cerveja caseira.... isso mesmo coros amigos... o sonho se realiza .... no dia 28 de dezembro de 2011 fiz a minha primeira brassagem... e iniciei com um estilo tradicional e mais fácil.... iniciei com uma American Pale Ale.
Equipamentos

Calculei uma receita de 25 litros, porém a leva rendeu somente 20 litros, segue a receita:

Maltes:

- 05 Kg de malte Pale Ale;
- 500 g de malte Cara 020;
- 500 g de malte Pilsen;

Lúpulos:

- 25 g de lúpulo alemão Nugget (60 min. de fervura, para amargor);
- 22 g de lúpulo inglês Fuggles (15 min. de fervura, para aroma);

Fermento:

- 11,5 g (um pacotinho) de US 05.

Etapas:

- as 8:32h iniciei o aquecimento de 20 litros de água (água primária) até a temperatura de 67º C;

- as 8:51 adicionei os 6 kg de malte, neste momento a temperatura caiu para perto dos 60º C, aqueci novamente e deixei a mistura por 90 minutos a 67º C;










- as 10:11h realizei o teste do iodo, para ver se já havia ocorrido a conversão da maltose e açucares menores, e deu tudo certo... aprovado no teste de iodo, passei para o mash out, ou seja, subi a temperatura da infusão para 78º C, por 10 minutos, para inativar as enzimas;

- após isso fomos para a recirculação e filtragem do mosto.... aí surge o primeiro problema da brassagem... o meu filtro não estava dando uma vazão boa, na verdade, só filtrava um filete de mosto... ia demorar um ano para filtrar tudo.... e como o mundo vai acabar em dezembro de 2012 resolvi acelerar essa etapa e pedi socorro ao meu amigo Thomás, produtor de cerveja caseira e meu conterrâneo, liguei para ele e pedi emprestada a sua panela de filtragem... aí foi outros quinhentos... a filtragem deu certo.... a lavagem foi feita com mais 25 litros de água a 78º C;





- tudo pronto para a fervura (60 minutos).... as 12:45h adicionei 25g de lúpulo para amargor (Nugget);
Lúpulo Nugget










- as 13:30h ... segunda adição de lúpulo, 22 g de Fuggles, para o aroma;
Lúpulo Fuggles










- as 13:45 fim da fervura e início do resfriamento através de um chiller de cobre... aliás excelente aquisição, resfriou todo mosto em menos de uma hora; .... nesse meio tempo aproveitei para esterilizar o fermentador de fundo cônico e outros equipamentos com iodo, na proporção de 1 ml por litro de água.
Máscara para não contaminar o mosto

- reidratei o fermento com o próprio mosto.... e despejei tudo no fermentador cônico... que foi levado para uma geladeira com controle de temperatura por termostato digital. No início a geladeira trabalhou na faixa de 16º a 20ºC, para adequar a temperatura ambiente com o calor da cerveja no fermentador;

Geladeira personalizada pela minha esposa
- após oito horas no fermentador o air lock começou a borbulhar... quando adequei a temperatura da geladeira entre 20º a 22º C.

- a OG foi de 1.055, acima da esperada (1.046);

O plano é deixar por uns 07 dias fermentando, depois baixar a temperatura para uns 5ºa 8º C e expurgar o fermento, deixando nessa temperatura por mais uns 10 dias para maturar... após fazer um primming com açúcar invertido e envasar.

Agora é ter paciência e esperar para ver como ficou.... logo volto para contá-los.

Obs.: além do socorro do Thomás, contei com a ajuda do meu irmão Glauber, que também patrocinou a compra de parte dos ingredientes.

48 - CERVEJA KOLSCH - THOMÁS FABRIS

Grande amigos... semana passada pude experimentar a terceira cerveja produzida pelo meu amigo Thomás Fabris.... aquela que acompanhei a produção (leiam aqui). 

A cerveja do estilo Kolsch revelou-se uma leve e agradável cerveja de ser degustada, sua coloração ficou muito bonita, em um belo tom dourado. Mostrou um sabor bem equilibrado do dulçor do malte com leve amargor dos lúpulos, deixando um retrogosto frutado, devido ao tipo de fermentação (ale). No aroma sentia-se leves notas de lúpulo... ou seja, ficou perfeitamente dentro do estilo. Com espuma branca, cremosa e duradoura ... se destacou por ser uma cerveja de corpo médio e alta drinkability, cada gole pedia outro.

Mais uma vez tenho que parabenizar o Homebrew Thomás... e agora estamos esperando a produção de quem sabe uma Weissbier. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

46 - BAUHAUS




Cerveja: BAUHAUS
Cervejaria: Cervejaria Premium
Estilo: Premium Lager Bier
Teor Alcoólico: 5,1%
Local de origem: Frutal/MG, Brasil.
Degustada: 19/07/2011








A Bauhaus é uma cerveja nacional, produzida em Minas Gerais, do estilo Premium Lager.

Cerveja de puro malte, o que já garante uma boa qualidade ao produto, é ainda uma cerveja de baixa fermantação (lager), que em seu paladar combina muito bem o dulçor do malte e o leve amargor residual, transformando-se em uma bebida refrescante, porém no olfato revela notas fracas de malte e lúpulo. Possui espuma persistente de cor branca, cremosa. Corpo de cor amarelo avermelhado (dourado escuro).


Copo indicado para a cerveja Bauhaus: Lager ou Tulipa.

Copo Tulipa


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

45 - FRANZISKANER

Cerveja: FRANZISKANER
Cervejaria: Spaten-Franziskaner-Bräu
Estilo: Weissbier
Teor Alcoólico: 5%
Local de origem: Munique, Alemanha.
Degustada: 02/08/2011

A Franziskaner é uma cerveja de trigo (weissbier), de alta fermentação (ale) e que possui fermento ativo na garrafa, por esse motivo pode ser chamada de hefe-weissbier.

A expressão hefe significa levedura (fermento) indicando que a cerveja não é filtrada ou se filtrada permitiu a passagem de fermento para a garrafa no momento de envase, permitindo uma refermentação na própria garrafa.

Está cerveja é uma típica representante do estilo weissbier, sendo de coloração dourada turva, com fermento visível, quando servido no copo, como espuma branca, cremosa e persistente.
Levedura Visível
Levedura Visível










Em relação ao aroma a Franziskaner releva intensas notas de banana e cravo, desde a abertura da garrafa até o último gole dessa cerveja.

No paladar destaca-se por ser uma cerveja leve, de média para alta carbonatação com gosto inicial fraco de cravo (para mim foi uma grande surpresa, esperava mais gosto de cravo, mas mesmo assim revelou-se uma excelente cerveja). Já ao final permanece o retrogosto marcante de banana madura na boca.
Copo Weiss

Enfim, uma ótima cerveja, principalmente para quem ainda não está habituado a beber cerveja de trigo, pois seu gosto não é contrastante por ser mais ameno que as demais weissbier encontradas no mercado.

Copo ideal para degustar a Franziskaner: Weiss.

Dica: não gele demais a sua cerveja, pois você perderá muito aroma e gosto de sua bebida, o ideal é refrescar a cerveja em um balde com gelo, durante uns vinte minutos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

44- PRIMEIRA BRASSAGEM

Assíduos leitores do Blog Cervejas Especiais, final de semana passado (19/11/2011) fui convidado a participar de uma brassagem.... na verdade a primeira brassagem da minha vida..... hehehe.... O convite partiu do meu amigo o Brewer Thomás Fabris, aqui de Getúlio Vargas, o mesmo que produziu a cerveja do estilo English Pale Ale já postada aqui no blog (se você não viu clique aqui).
Thomás
“Mais faceiro que lambari de sanga” (como se diz aqui no sul) me dirigi à casa do Thomás e pude participar e auxiliar (ou tentar pelo menos... não atrapalhar já é um bom começo) na produção de uma leva de 40 (quarenta) litros de cerveja estilo Kölsch.
Eu (Lucas)
Do estilo Kölsch espera-se uma cerveja com aroma leve de malte pilsen e um sabor equilibrado entre o adocicado do malte e o amargo do lúpulo (na verdade espera-se mais adocicado e menos amargor). É uma cerveja de alta fermentação (ale).

Combinamos iniciar a brassagem as 13:30h do sábado, chegando lá a água para brassagem já estava no fogo para aquecimento, mas na verdade o trabalho para a produção da Kölsch já havia iniciado um dia antes pelo nosso “mestre cervejeiro” Thomás com a moagem dos grãos.... serviço leve, o rapaz teve que moer somente 9 (nove) quilos de malte .... no braço.... hehehe.... mas quem gosta certamente não se importa com a trabalheira que dá.

Mas voltado ao dia da brassagem ... ao chegar na casa do Thomás encontrei lá o seu amigo Felipe Torres que também auxiliou na produção da Kölsch.... e mais importante ainda... ao Felipe foi incumbida uma das mais importantes tarefas da tarde ... buscar algumas cervejas para nós bebermos durante a produção.... aliás ninguém é de ferro.  
Felipe
English Pale Ale (leva anterior)
Posso dizer que a tarefa de produção de cerveja caseira não é difícil, mas sim cansativa e trabalhosa, devido a exigência de cuidados extremos nas fases finais de produção da leva, com intuito de evitar qualquer contaminação da bebida por microorganismos indesejados.

A receita da Kölsch, desenvolvida pelo Brewer Thomás, segue a Lei de Pureza Alemã (a Reinheitsgebot), ou seja, dita cerveja fora produzida somente com água, malte, lúpulo e fermento.

Aliás, todos os ingredientes utilizados na receita são importados (menos a água). O malte pilsen é argentino, os demais são belgas, o lúpulo é alemão e o fermento é francês.

A receita da Kölsch é a seguinte:

MALTES:

6kg malte pilsen
2kg malte viena
1kg malte munich 15


LÚPULOS:

20g Hallertau Magnun (fervidos durante 50 min.)
20g Hallertau Magnun (fervido durante 20 min.)

2g whirfloc (fervido durante 10 min.)


FERMENTO:

2 pacotes de Fermento S-04 (1 pacote para cada fermentador com 20L)

O método de produção ocorreu da seguinte forma:

- Aquecida a água para brassagem até 65º C, adicionou-se os nove quilos de malte moído, deixando a infusão nessa temperatura por 50 minutos. Ao adicionar o malte a temperatura caiu um pouco, fato que nos obrigou voltar aquecer a mistura para que chegasse ao 65º C pretendidos. Essa temperatura possibilita a decomposição do amido presente no malte em maltose, outro tipo de açúcar, porém este último fermentável, ou seja, pode ser convertido em álcool. Nessa fase atua a enzima beta-amilase que quebra as cadeias de polissacarídeos (moléculas grandes de carboidratos) em carboidratos menores chamados de maltose.

- Após os 50 minutos de infusão do malte à 65º C, aumentou-se a temperatura para 71º C e a manteve por 15 minutos. Dita temperatura auxilia na atuação das enzimas alfa amilase que também decompõem os polissacarídeos em maltose, mas produzem outros subprodutos, como a dextrina, que também é uma cadeia de açúcar, mas tem a finalidade de dar mais viscosidade à cerveja, dando-lhe um “ar” de mais encorpada.

- Após as duas primeiras rampas de aquecimento da infusão de malte e água foi realizado o teste do iodo para ver se os açúcares presentes no caldo e extraídos do malte já estariam aptos a fermentarem. Dito teste é bem simples, basta coletar algumas gotas do mosto e pingar um pouco de iodo nelas, se a mistura permanecer da cor do iodo é sinal de que deu tudo certo e podemos prosseguir com a produção, caso contrário a mistura ficará preta, indicando que deve ferver mais algum tempo os maltes. No nosso caso, já no primeiro teste, deu tudo certo ... aí passamos para a fase seguinte.

- Aquecemos a mistura até 78º C, durante 10 minutos... esta fase é conhecida como mash out, ou seja, dita temperatura inativa o trabalho de todas as enzimas sobre o malte, interrompendo o processo de conversão de polissacarídeos em maltose.

- Feito isto, transferimos a mistura para outra panela com filtro (bazooka) e começamos a recircular o mosto, ou seja, retirávamos o mosto pela torneira e jogávamos de volta na panela para que o próprio malte atuasse como filtro para a mistura.
Recirculação

- À parte aquecemos mais água (78º C) para fazer a lavagem do bagaço do malte.

- Por fim, fora colocado o mosto para ferver durante 60 minutos... durante a fervura fora adicionado os lúpulos para darem amargor e aroma a cerveja.

- Terminada a fervura houve o resfriamento do mosto para adicionar o fermento e a cerveja fora condicionada em dois fermentadores de 20 litros cada para iniciar a fermentação que se dará a uma temperatura de 18º C.









Alguns dados interessantes da produção da Kölsch: a OG (gravidade inicial) do mosto ficou em 1.043, dentro do previsto para o estilo.
Densímetro marcado a OG
Mais uma vez tenho que saudar o meu amigo Thomás pela iniciativa de produção de cerveja artesanal e também parabeniza-lo pela criação da receita dessa Kölsch, com certeza a cerveja ficará tão boa quanto a English Pale Ale já produzida anteriormente....

Agora resta aguardar para ver como ficou a Kölsch.... 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

43- KAISERDOM PREMIUM



Cerveja: KAISERDOM PREMIUM
Cervejaria: Kaiserdom Privatbrauerei
Estilo: Munich Helles
Teor Alcoólico: 4,5%
Local de origem: Bamberg, Alemanha.
Degustada: 28/09/2011


Assíduos leitores do Blog Cervejas Especiais a KAISERDOM PREMIUM é uma típica cerveja alemã de baixa fermentação (lager), produzida em Bamberg, está classificada no estilo Munich Helles, pelo fato de ser uma cerveja com gosto mais destacado de malte e menos lupulada.

Dito estilo (Munich Helles) é uma variação do estilo Pilsner, porém mais suave pelo fato de possuir maior presença de malte no paladar, mas nem por isso chega a ser uma cerveja enjoativa, pelo contrário, é uma bebida bem equilibrada, destacando incialmente o agradável sabor levemente adocicado do malte e terminando com mais leve amargor do lúpulo.
Copo ideal: Mug
A KAISERDOM é definitivamente uma cerveja refrescante e leve, de coloração amarelo palha, extremamente cristalina (transparente), coroada com uma bela espuma branca, cremosa e duradoura. Em relação ao aroma percebe-se notas leves de biscoito e pão (decorrente do malte) e praticamente nenhum aroma de lúpulo.

Esta cerveja é envazada em lata de 01 litro, mas o diferencial da Kaiserdom Premium encontra-se no fato de a mesma vir acompanhada de uma caneca (mug) de vidro transparente, com capacidade para um litro, ou seja, toda cerveja é servida de uma vez na grande caneca.... e confesso é difícil de segurá-la na mão....
















A Kaiserdom mostrou-se uma excelente cerveja para ser apreciada nas mais diversas ocasiões e é uma cerveja que pode ser bebida em maior quantidade pela sua alta drinkability (mas cuidado com o excesso, beba com consciência .... ou até perde-la .... hehehe).













Copo apropriado para degustar a Kaiserdom Premium: Mug (utilizado na ocasião), Pilsner ou Lager.

Pilsner
Lager









Obs.: segue fotos do final da noite.... hehehehe...