Beba com responsabilidade e se beber não dirija.

terça-feira, 21 de junho de 2011

2 - O Surgimento da Cerveja Pelas Mãos das Mulheres

Conforme abordado em postagem anterior o surgimento de cerveja se deu de forma acidental no momento em que os seres humanos iniciaram as atividades agrícolas de plantio de grãos, ocorrendo neste instante a fixação do homem em um local específico de moradia, terminando uma era de vida nômade.

Porém, sabemos que a fixação do homem à terra se dava em forma de agrupamentos, onde aqueles indivíduos dividiam as tarefas para a subsistência do agrupamento. Enquanto os homens dedicavam-se à caça e à coleta de frutos, bem como à defesa do seu território guerreando com as tribos inimigas, às mulheres cabia desempenhar as atividades ligadas ao plantio de grão e sementes, ou seja, quem iniciou as atividades agrícolas foram as mulheres.

A elas também cabiam realizar atividades de organização das moradias e a produção de alimentos, dentre os quais se destacava a feitura do pão. Assim, como as mulheres desempenhavam a função de plantio e colheita de grãos, bem como a produção de pão, a elas se atribui o desenvolvimento e a produção das primeiras cervejas.

Sim, caro amigo leitor barbado, foram as mulheres que criaram e desenvolveram essa preciosa bebida chamada de CERVEJA.

Somente as mulheres com toda a perspicácia inerente ao ser feminino poderiam ter criado uma bebida tão semelhante a elas e capaz de nos proporcionar alegria e dor de cabeça em uma só noite (hehehe.... brincadeira mulheres, não levem a sério.... xiiiii acho que hoje vou dormir na sala...).

Como já dito, enquanto os homens saiam em busca da caça e para guerrear, as mulheres cuidavam da produção agrária e foram as primeiras a perceberem a possibilidade de criar uma bebida extraída dos cereais que eram colhidos.

A sensibilidade e a inteligência feminina propiciaram o surgimento dessa maravilhosa bebida (... putzzz... não adiantou, vou dormir na sala mesmo...).

De Cervejas do Mundo
Mas voltando ao assunto..., a produção de pão e cerveja são muito semelhantes, utilizando-se praticamente os mesmos ingredientes, logo, as mulheres daquela época “teriam percebido que a massa do pão, quando molhada, fermentava, ficando ainda melhor. Assim teria aparecido uma espécie primitiva de cerveja, como ‘pão líquido’” (Cervejas do Mundo). Desta forma, ratifica-se a tese da criação da cerveja pelas mulheres, que eram as responsáveis pela produção daquele alimento.

A importância da mulher nas primeiras produções cervejeiras é relatada em diversos textos dos sumérios e “revelam-nos também a existência de tabernas, geridas por mulheres, em que se comia e bebia em convívio” (Cervejas do Mundo). “Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas ‘casas de cerveja’, mantidas por mulheres” (Brejas).

Não é a toa que a produção cervejeira na Suméria era ofertada, em forma de agradecimento, a uma divindade feminina, e não masculina, conhecida como a deusa Nin-Harra, conforme gravado no Monumento Blau, datado de 4000 a.C. (Larousse da Cerveja).

Da mesma forma, os gauleses (habitantes da Gália, atual França) dedicavam essa preciosa bebida a Deusa de nome Ceres, motivo pelo qual denominaram essa bebida de cerevisia ou cervisia, nome latim de onde deriva a expressão hoje usada por nós: CERVEJA. Note-se que o termo latim cerevisia compõe-se pelo nome da Deusa Ceres e a expressão vis que significa força, ou seja, uma bela simbologia da força de Ceres expressada e uma maravilhosa e até então enigmática bebida.

Em vários lugares da antiguidade as mulheres eram reconhecidas como as legítimas criadoras da cerveja dotadas de poderes quase que divinos, era o que ocorria na Babilônia, onde as Sabtiem (mulheres cervejeiras) tinham muito prestígio social.

Para os vikings somente a mulher podia fabricar cerveja, sendo de propriedade sua todos os equipamentos cervejeiros. Tradição mantida até século XVI, na região do norte da Alemanha, onde os utensílios para a fabricação de cerveja faziam parte integrante do enxoval da noiva.

O domínio feminino na produção de cerveja entrou em declínio no século XVIII, quando os homens despertaram interesse na produção em larga escala e na criação de grandes conglomerados cervejeiros, com o intuito de comercialização em massa desse produto.

Felizmente, nos dias atuais, as mulheres estão gradativamente retomando o seu espaço na produção e apreciação de cervejas especiais. Para comprovar tal fato clique e assista o vídeo abaixo.  



Para demonstrar que as mulheres estão tomando conta e dominando o assunto recomendamos o acesso aos links da CONFECE a Confraria Feminina de Cerveja e da FEMALE CARIOCA ....  eu disse... elas vão dominar o mundo.

Cheers.


Fontes bibliográficas:



MORADO, Ronaldo. Larousse da Cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009.


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